![]() TOP10 SPOILER 1. Ratatouille 2. Paris, Te Amo 3. Treze Homens e um Novo Segredo 4. Harry Potter e a Ordem do Fênix 5. O Despertar de uma Paixão 6. Zodíaco 7. Lady Vingança 8. Shrek Terceiro 9. Ventos da Liberdade 10. Homem-Aranha 3 TOP3 JANEIRO 1. Babel 2. Apocalypto 3. Diamante de Sangue TOP3 FEVEREIRO 1. Pecados Íntimos 2. Cartas de Iwo Jima 3. A Rainha TOP3 MARÇO 1. Notas Sobre um Escândalo 2. O Cheiro do Ralo 3. 300 TOP3 ABRIL 1. Vermelho como o Céu 2. Ventos da Liberdade 3. Miss Potter TOP3 MAIO 1. Lady Vingança 2. Homem-Aranha 3 3. Nome de Família TOP3 JUNHO 1. O Despertar de uma Paixão 2. Zodíaco 3. 13 Homens e Outro Segredo TOP10 CURTAS 1. O Nosso Livro 2. As Coisas que Moram nas Coisas 3. Alguma Coisa Assim 4. Balada das Duas Mocinhas de Botafogo 5. Yansan 6. Crisálidas 7. Tyger 8. Aquele Cara 9. Lady Christhiny 10. Meu Namorado é Michê OS BONS COMPANHEIROS Casa com Design Devaneios da Linda Dios Mio! Espalhafatos Gandalf Impressões de Ontem Levando a Vida Mandamos Você... Mi Casa, Su Casa Necrosis Pernambaiano Primado do Opinante Ramsés Séc.XXI Sara Mello Sur Le Divan d´Amelie Poulain Tricotando Vindaloo With Out Trace CINEMA PARADISO Blog do Sergio Dávila Blog do Vinícius Pereira Caderno Cinemeiro Cine na Veia Cinefilo On-Line Cinema Mon Amour Cinematógrafo XXI Cool 2 Ra Epílogo Filmes do Chico Hollywoodiano Ilustrada Império Cinéfilo Laranja Digital Pasmos Filtrados Punch Drunk Movies Revista de Cinema Tarantino The Cave Under Pressure UM TIRO NO ESCURO Alguns Adendos Antenado Blog Kálido BrainStorm #9 Brasil! Brasil! Cabeça de Batata Cambalhota Caminhar Circulando Depósito do Calvin Diário Evolutivo El Collage Gisele Christensen Gorduchas Gostosas Mais dos Mesmos Obnubilado Pensar Enlouquece Pra Hoje Realidade Torta Sara Mello Sounds of Silence Tudo Vai Mudar... Verdes Verdades TERRA ESTRANGEIRA Sundance - Sundance film festival Berlinale - Internationale filmfestspiele Berlin Tribeca - Tribeca Film Festival It's all true - International Documentary Film Festival Cannes - Festival international du film Annecy - Festival international du film d´animation Animamundi Valência - Mostra de Valencia Cinema del Mediterrani Locarno - Festival Internazionale del Film Locarno Gramado - Festival de Cinema Brasileiro e Latino Curtas - Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo Saravejo - Sesti dan Saravejo Film Festivala Veneza - Mostra D'arte Cinematografica di Venezia Toronto - Toronto film festival São Sebastian - Festival Internacional de Cine Donostia San Sebastian Rio - Rio de Janeiro Int´l Film Festival Nova York - New York film festival São Paulo - Mostra BR de Cinema MONDO OSCAR Alfred - Liga dos Blogs Cinematógraficos Oscar - Acadêmia de artes e ciências de Hollywood Globo de Ouro - Hollywood foreign press association National Board of Review Independent Spirit Awards American Film Institute BAFTA - British Academy of Film and and Television Arts BFCA - Broadcast Film Critics Association |
31.12.06
Uma enxurrada de novos talentos está mudando a face do cinema Pode um momento divisor de águas ocorrer sem que você perceba? Ele pode ocorrer em uma indústria na qual a bilheteria é soberana? Será que filmes que não ultrapassam US$ 100 milhões de arrecadação podem ser evidência persuasiva de um momento cultural importante?
A resposta é sim, sim e sim. E estamos neste momento. Nos últimos dois anos, atores negros têm feito avanços artísticos notáveis. Desde os anos 70, quando atores como Robert Redford, Jack Nicholson e Warren Beatty passaram a ter interesse na direção, um grupo tão talentoso de artistas não oferecia uma variedade de filmes tão diversa e impressionante. As ambições criativas de Don Cheadle, Denzel Washington, Terrence Howard, Chiwetel Ejiofor, Forest Whitaker, Will Smith e Morgan Freeman formaram uma tempestade perfeita de talento. Alguns filmes, como "Ritmo de um Sonho" e "Crash - No Limite", lidam abertamente com raça. Outros, como o altamente interessante "Um Plano Perfeito" de Spike Lee, estrelado por Denzel Washington, insinua raça apenas porque o papel principal poderia ter sido de um ator de qualquer cor. A raça se torna apenas parte de um filme com muitas camadas. Em breve, você verá Will Smith apresentar sua melhor atuação desde "Ali" em "À Procura da Felicidade". E apesar de poder estremecer com a descrição "eminência parda", Morgan Freeman faz papel de bobo no independente "10 Items or Less". Esta enxurrada de talento é o tipo de sucesso do dia para noite que está sendo preparado há anos - 15, para ser exato. Foi em 1991, quando "Os Donos da Rua", de John Singleton, "Febra da Selva", de Spike Lee, e "Daughters of the Dust", o sucesso de Julie Dash no circuito de arte, foram lançados. Se os filmes nos anos 90 buscavam voltar a atenção à raça, revelar platéias de cor e contar histórias nunca vistas antes, estes filmes diversos têm uma ambição ainda mais ampla: fazer bons filmes de entretenimento. Ponto. "Minha teoria é que quanto mais oportunidades, mais chances temos de aperfeiçoar nosso ofício", disse Stephanie Allain, que trouxe "Os Donos da Rua" para a Columbia e produziu "Ritmo de um Sonho". "Eu acho que o que está acontecendo é que os atores estão trabalhando muito, eles estão fazendo filmes independentes. Eles estão fazendo filmes comerciais, estão tendo oportunidades de aperfeiçoar seu ofício e, assim, estão ascendendo ao topo." Sentado em uma suíte de hotel em Nova York, o impossivelmente simpático Will Smith está anos-luz distante do banheiro masculino que o transformou em Chris Gardner, cuja história de morador de rua e esperança é contada em "À Procura da Felicidade". Ele se livrou do visual de um de seus papéis mais crus. Ele veste uma blusa gola alta chocolate em um terno marrom avermelhado. O bigode se foi. Também o cabelo escovado para trás que ajuda a situar a história nos anos 80. Sua cabeça está raspada. A história de Gardner, sobre trabalhar em um estágio altamente competitivo na firma de investimento Dean Witter enquanto ele e seu filho viviam em abrigos ou nas ruas de San Francisco, foi contada pela primeira vez no programa "20/20". Foi a imagem de Gardner voltando ao banheiro, disse Smith, "que me fez querer fazer este filme". Assim que sua produtora, a Overbrook Entertainment, obteve os direitos da história, Gardner levou Smith àquele banheiro. "Eu só consegui ficar um instante lá", disse Gardner aos jornalistas mais cedo. Smith queria ficar. "Quando ele saiu ele não era Will Smith, ele era Chris Gardner", disse o corretor de ações atualmente bem-sucedido. "Há um momento em que os atores captam, quando tentam encontrar um personagem", disse Smith. "Quando entrei naquele banheiro e permaneci ali, eu o entendi." Ele acrescentou, "então filmar a cena com meu filho, meu filho de verdade, no meu colo - não foi necessário atuar". Mais cedo, Jaden Christopher Syre Smith, o co-astro ao qual ele dá crédito por mudá-lo e desafiá-lo como ator, deixou o hotel com sua mãe, Jada Pinkett Smith. No set, sempre que o diretor italiano Gabriele Muccino dava instruções a Smith, Jaden se divertia. A certa altura, o jovem observou: "Você precisa fazer a mesma coisa toda vez, pai". Smith ficou um pouco ofendido, ele admitiu de forma afável. Então ele começou a perceber que estava levando muitos papéis para aquelas cenas. "Há muitos papéis, o de produtor, marido, filho. É um bloqueio que tinha em minha carreira por muitos anos", disse o ator. "É a primeira vez que me sinto livre com isto. Eu estou comprometido com a verdade do personagem e isto é um espaço artístico liberador", ele disse. "Eu estive ali em duas outras ocasiões, em 'Ali' e em 'Seis Graus de Separação'." Smith sabe que sua interpretação poderosa faz parte de algo maior. "Eu fui muito inspirado por Terrence Howard no ano passado", ele disse. "Ele fez 'Crash' e 'Ritmo de um Sonho'. Tá brincando? O sujeito é um gênio. Jada acabou de trabalhar com Don Cheadle em 'Reign Over Me'. Ela vai ser lançado daqui alguns meses." "É um momento glorioso. E estou lançando minha semente, minha jovem semente", ele disse com um sorriso satisfeito enquanto fazia gesto de dar a Jaden um empurrãozinho. Taraji P. Henson veio andando lentamente até uma mesa de piquenique em um depósito no cais de Toronto. Ela removeu uma peruca afro, tendo acabado de tirar uma foto com o co-astro Don Cheadle para o cartaz de "Talk to Me", de Kasi Lemmons, que será lançado em 2007. Ela foi direto ao assunto: "Don é o meu favorito", disse Taraji, que impressionou como a prostituta grávida em "Ritmo de um Sonho". "Eu não me importo se alguém vai assisti-lo e ficar bravo, eu não ligo. Ele é meu ator favorito. Ele é muito profissional. Ele está lá para apoiar você. Ele é franco. Eu me sinto totalmente segura com ele. Eu não sinto que ele vai fazer algo totalmente inesperado. Estes personagens são ultrajantes, de forma que há um limite até onde você pode ir." Ela imita um grito. Considere este uma opinião típica sobre Don Cheadle. Em "Talk to Me", Cheadle interpreta Ralph Waldo "Petey" Greene. Nos anos 60, o ex-presidiário franco se tornou uma personalidade do rádio e um ativista em prol dos pobres depois que o produtor Dewey Hughes o contratou para uma emissora de rádio do Distrito de Colúmbia. (O ator britânico Chiwetel Ejiofor interpreta Hughes.) Cheadle não apenas estrela "Talk to Me", mas também é o produtor. Ele também foi produtor de "Crash - No Limite", vencedor do Oscar. "Eu adoro reunir as coisas, juntar todos estes elementos diferentes em algo maior do que você imagina", disse Cheadle. Em uma cena rodada dois antes, o personagem de Cheadle confronta o amante da namorada, um DJ interpretado por Cedric the Entertainer. Após as tomadas, Cheadle, Ejifor e a diretora Lemmons analisaram a cena em uma sala chamada de "vila de vídeo" por sua bancada de monitores e fileiras de cadeiras de diretor. "Eu sempre tentei ver o filme como um todo", ele disse quando perguntado se produzir e planejar a direção mudou a forma como ele vê os filmes em que atua. "Eu não quero ser a melhor coisa em um filme ruim. Algumas pessoas gostam disso. Eu quero que o filme cresça como um todo. Eu posso ser como um cachorro com um osso." "E com que isto se parece?" eu perguntei. Ele respondeu com leve sorriso em seu rosto: "Um diretor". Talvez o referencial para Morgan Freeman não seja o mesmo que para alguns atores. Em vez de se esforçar para ser sério, ele está se deleitando na liberdade de se divertir. O vencedor do Oscar e a empresa de Lori McCreary, Revelations Entertainment, produziram uma comédia na qual ele interpreta - e ao mesmo tempo não - a si mesmo. Freeman é um astro de cinema famoso cujo nome não é citado que está fazendo pesquisa para um papel como gerente de supermercado para um filme independente com o qual não se comprometeu. Paz Vega interpreta a caixa que ele conhece. Quando Freeman esteve em Denver para receber o prêmio pela carreira do Starz Denver International Film Festival, em 2005, ele tentou explicar por que não assiste seus filmes. "No cinema, você vê a si mesmo pelos olhos da platéia", ele disse na ocasião. "Mas nos filmes, quando vejo a mim mesmo, eu vejo Morgan Freeman, eu não suporto aquele cara." Assim, é uma surpresa agradável ver quanta diversão ele está tendo assistindo a si mesmo em "10 Items or Less". "Eu não estou interpretando alguém de quem espero estar distante. Era eu", ele disse ao telefone, apesar de uma versão roteirizada de si mesmo, ele reconheceu. "Assim, eu não olhei para mim mesmo ali e pensei, 'Nossa, você perdeu uma grande oportunidade de fazer isto ou aquilo'." Duas das interpretações mais impressionantes desta estação vieram de filmes que não tiveram boa performance de bilheteria: Derek Luke em "Em Nome da Honra" e Forest Whitaker em "O Último Rei da Escócia". Mas considere isto um sinal de quão definidor e seguro é o momento, a ponto de que mesmo quando grandes atuações não são homenageadas com bilheterias robustas, seus atores vieram para ficar. "Eu não vejo nenhuma força que possa estragar este momento", disse a produtora Allain. "É como nos esportes. Nós não nos destacamos muito no começo, mas assim que conseguimos, nós passamos a jogar bastante e logo somos reconhecidos em toda parte e passamos a ocupar posições de destaque." "Eu acho que é o que está acontecendo no momento." Por Lisa Kennedy - The Denver Post 24.12.06
Mondo Alfred 2006
Já em clima de retrospectiva, resolvi publicar os melhores filmes de 2006 que serão considerados na minha cédula de votação para a 4ª edição do Alfred 2006, o prêmio da Liga dos Blogs Cinematográficos. Esse ano promete polêmica: A liga, claramente dividida, decidiu unificar algumas categorias, como a de "Melhor Disco" e Melhor Música" e Figurinos e Maquiagem serão considerados dentro da categoria de direção de arte (No meu ponto de vista, uma heresia). Aqui, em respeito aos meus leitores, as categorias permanecem separadas, valendo apenas a categoria de Desenho de Produção para contagem de votos. Eis os melhores filmes do ano: Melhor Filme
"A Última Noite" A trama é mera desculpa para um desfile de talentos, que cantam um pout-porri da Country Music e falam, falam e falam, muitas vezes de improviso. As piadas, especialmente as de Harrelson & Reilly são divertidíssimas, bem como os sensacionais e inocentes jingles de biscoitos e fita adesiva - criados por Garrison Keillor -, que pontuam a última noite do Prairie Home Companion. Tudo capturado pela inquieta câmera, que não parece querer disfarçar que está ali, e montado fantasticamente (parece até que o filme acontece em tempo real) por Jacob Craycroft. Uma simpaticíssima homenagem à mídia como não se via desde "A era do Rádio", de Woody Allen. Melhor Diretor
Robert Altman por "A Última Noite Ang Lee por "O Segredo de Brokeback Mountain" Pedro Almodovar por "Volver" Alfonso Cuarón por "Filhos da Esperança" Paul Greengrass por "Vôo United 93" Melhor Filme Brasileiro
"O Céu de Suely" "O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias" "Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll" "Árido Movie" "Do Luto à Luta" Melhor Filme de Estréia
"Três Enterros" "Orgulho & Preconceito" "V de Vingança" "A Marcha dos Pingüins" "Obrigado por Fumar" Melhor Filme
"O Segredo de Brokeback Mountain" Sem dúvida o grande filme do ano (pra mim, um dos melhores de qualquer ano). Há muito o que falar dele, e muitas formas de encará-lo. Ele conta uma história universal, de uma pessoa fechada para a vida e para as pessoas, com medo de se envolver, precisar, e ter que sofrer as conseqüências (numa das frases simbólicas do filme, Ennis diz "Quando não se tem nada, não se precisa de nada"). Isso ajuda a definir o personagem e o tom do filme. E a história é contada com tamanha sensibilidade e pureza, que o filme se torna reflexão (ele parece quebrar a barreira da tela e falar diretamente com a gente). A música tem um papel crucial, e o desfecho trágico vai mantê-lo na cabeça das pessoas por muito tempo. Melhor Ator
Philip S. Hoffman por "Capote" Leonardo DiCaprio por "Os Infiltrados" Eric Bana por "Munique" Heath Ledger por "O Segredo de Brokeback Mountain" Jake Gyllenhaal por "O Segredo de Brokeback Mountain" Melhor Atriz
Felicity Huffman por "Transamérica" Penelope Cruz por "Volver" Reese Whisterpoon por "Johnny e June" Keira Knightley por "Orgulho & Preconceito" Valeria Bruni-Tedeschi por "Amor em 5 Tempos" Melhor Filme
"Volver" "Volver" é sobre o mundo das mulheres, seu comportamento solidário diante das tragédias da vida, sua força, seu sofrer calado, sua determinação. Nos primeiros filmes Almodóvar tinha um olhar critico, mais cáustico. Agora continua a abordar o chamado melodrama, ou seja, os fatos dramáticos mas com mais sutileza, mesmo ternura. Assim sucedem na historia reviravoltas que alegrariam qualquer autor de telenovela. São segredos de família escondidos a sete chaves, aparições de mortos (em que todos acreditam e não discutem), vidas sem futuro que são expostas em programas de televisão. Mas tudo com tanta simplicidade, verdade que se tornam irresistíveis. E assim é "Volver", que com sua historia até simples, humana, delicada, mostra um Almodóvar da maturidade. Acho impossível não gostar, não se envolver. Não assistir. Melhor Ator Coadjuvante
Woody Harrelson por "A Última Noite" Garrison Keillor por "A Última Noite" Johny C. Reilly por "A Última Noite" George Clooney por "Syriana" Jack Nicholson por "Os Infiltrados" Melhor Atriz Coadjuvante
Michelle Willians por "O Segredo de Brokeback Mountain" Carmen Maura por "Volver" Merly Streep por "A Última Noite" Lily Tomlin por "A Última Noite" Lynn Cohen por "Munique" Melhor Filme
"O Labirinto do Fauno" Difícil não se emocionar com a historia, com a habilidade que Del Toro mescla realidade e fantasia, fazendo uso preciso dos momentos de choque e violência, sem cair em excessos melodramáticos. Ao contrário, tudo é muito bem narrado, com poesia, delicadeza, varias leituras e sem concessões a finais felizes. Um filme muito forte e talentoso, conto de fadas e de terror, dos mais interessantes dos últimos tempos. Melhor Roteiro Original
"Volver", de Pedro Almodovar "O Labirinto do Fauno", de Guillermo del Toro "Ponto Final", de Woody Allen "Vôo United 93", de Paul Greengrass "Boa Noite, e Boa Sorte", de George Clooney & Grant Heslov Melhor Roteiro Adaptado
"A Última Noite", de Garrison Keillor "O Segredo de Brokeback Mountain", de Larry McMurtry & Diana Ossana "Munique", de Tony Kushner & Eric Roth "Os Infiltrados" de Willian Monahan "Origado por Fumar" de Jason Reitman & Christopher Buckley Melhor Filme
"Filhos da Esperança" "Filhos da Esperança" impressiona pela competência técnica da narrativa. Utilizando câmera na mão, Afonso Cuáron coreógrafa estupendamente cenas de ação e tiroteio nas ruas, sem imitar Spielberg ou Soldado Ryan. Encena também de forma inovadora uma viagem de carro pelo interior que é interrompida por um assalto surpresa primeiro dos bandidos, depois da policia. O filme é basicamente uma grande fuga e perseguição, interessante pelo esforço de cenografia e fotografia. Melhor Direção de Arte
"Filhos da Esperança" "A Última Noite" "O Labirinto do Fauno" "Orgulho & Preconceito" "Três Enterros" Melhor Figurino
"Memórias de uma Gueisha" "Orgulho & Preconceito "Café da Manhã em Plutão" "Dália Negra" "O Diabo Veste Prada" Melhor Filme
"Munique" Assunto espinhoso, reações passionais. "Munique" é um thriller político e um drama humano baseado no livro "A Hora da Vingança", do jornalista canadense George Jonas. Nele, Spielberg explora as motivações e degradações do terrorismo e do contraterrorismo, sem as noções preconcebidas de certo e errado, bem e mal, com elenco internacional que inclui palestinos e israelenses. Usando cenas reais do noticiário da época, Spielberg recriou o atentado da Olimpíada, do amadorismo do seqüestro à malfadada operação de resgate que resultou na morte de todos os reféns israelenses e deixou milhões de telespectadores perplexos no mundo inteiro. Melhor Maquiagem
"O Libertino" "O Labirinto do Fauno" "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" "A Fonte da Vida" "2046" Melhor Desenho de Produção
"Filhos da Esperança" "O Labirinto do Fauno" "Orgulho & Preconceito" "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" "Memórias de uma Gueisha" Melhor Filme
"Ponto Final" Muito além do padrão criativo de Woody Allen, característico de um talento que nunca foi desmentido, "Match Point" alcança incontestavelmente uma altura e uma profundidade que o diferencia imediatamente de todos seus outros filmes: Será que está guinada está vinculada à ruptura dos hábitos à escolha das locações na Inglaterra? Será que se deve á acuidade política do filme? Ao virtuosismo da sua encenação? À alquimia perfeita do seu elenco? Ao seu excepcional negrume metafísico? O ponto da partida, em todo caso, vai para Woody Allen e ponto final. Melhor Fotografia
"Filhos da Esperança" "O Labirinto do Fauno" "Boa Noite e, Boa Sorte" "O Ilusionista" "Volver" Melhor Edição
"Filhos da Esperança" "Boa Noite e, Boa Sorte" "Vôo United 93" "Munique" "Os Infiltrados" Melhor Filme
"Boa Noite, e Boa Sorte" "Boa Noite e Boa Sorte" é uma produção ousada, que passa ao largo - e com enorme louvor - de todos os aspectos dito "comerciais" da Hollywood moderna. A começar pela opção estética do preto e branco. Da escolha de seus protagonistas aos enquadramentos e à fotografia estonteante de Robert Elswit, Clooney obtém enorme sucesso em fazer sua fita exalar integridade. Strathairn se entrega de tal forma ao seu personagem que a luta e a idoneidade dele ganham um ar sexy. Claro que a fumacinha do cigarro subindo em todas as cenas e sendo cruzada pelas luzes do estúdio também ajudam nessa construção... e muito. É o glamour do filme noir vivo e muito bem empregado com mãos firmes. Melhor Trilha Musical
"Memórias de uma Gueisha" "O Segredo de Brokeback Mountain" "Munique" "Volver" "Orgulho e Preconceito" Melhor Som
"Johnny e June" "Superman Returns" "Munique" "Filhos da Esperança" "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" Melhor Filme
"Vôo United 93" O filme narra uma historia de coragem, heroísmo, emoção, tragédia, suspense, mas sem discursos, sem bandeiras, com os heróis relutantes e chorosos, na certeza que a chance de morrerem era grande, mas não tendo outra escolha. É um filme extremamente tenso e empolgante, até porque exala verdade e emoção. Sem duvida, um dos grandes filmes do ano. Melhor Canção
"A Love That Will Never Grow Old" de "O Segredo de Brokeback Mountain" "Travelin' Thru" de "Transamérica" "You Know My Name" de "Cassino Royale" "He Was A Friend Of Mine" de "O Segredo de Brokeback Mountain" "I Need to Wake Up" de "Uma Verdade Inconveniente" Melhor Efeitos Especiais
"Piratas do Caribe: O Báu da Morte" "Superman Returns" "X-Men: O Confronto Final" "Eragon" "Cassino Royale" Melhor Filme
"Os Infiltrados" Os Infiltrados marca a volta de Scorsese ao caos urbano, ao mundo do crime repleto de gângsteres trágicos, ambiente em que ele é mestre. O filme consegue desenvolver em quase três horas (que não se sente), as razões e motivações dos personagens, a solidão de Di Caprio, a exibição de sinais de riqueza de Damon e a mulher que fica entre os dois. Naturalmente Nicholson dá seu show particular, sem exatamente cair em excessos... Melhor Elenco
"A Última Noite" "Pequena Miss Sunshine" "Os Infiltrados" "Orgulho e Preconceito" "Boa Noite, e Boa Sorte" Melhor Cena
"Caché": A Navalha "Vôo United 93": A Retomada do Vôo United 93 (Cena Final) "Match Point": A Aliança Arremassada "A Última Noite": Bad Jokes "Filhos da Esperança": Assalto na Estrada Pior Filme
"Xuxa Gêmeas" Era verdade mesmo. Xuxa fez um filme em que interpreta irmãs gêmeas. O título é intrigante e foge da obviedade: "Xuxa Gêmeas". Uma irmã boa e outra má. Achei muito complexo, mas entendi que a irmã má é aquela que usa maquiagem preta nos olhos e a boa é amiga da Ivete Sangalo... "O Código DaVinci" A pior escolha de elenco da estória do cinema! "Bloom" Uma mistura de comédia enlatada da MTV, piadas escatológicas e filosofia de botequim... "Dizem Por Aí..." Premissa boa, elenco razoavél, roteiro deplorável "Terapia do Amor" Depois desse filme, eu que precisei de terapia... 21.12.06
"Apocalypto" usa língua maia vivaO iucateque é falado por mais de 700 mil pessoas no México, Guatemala e Belize; elenco estudou durante cinco semanas A revista americana "Variety" disse que era um "obscuro dialeto maia". Outras reportagens falaram que se tratava de "um idioma antigo". Nem um nem outro. "Apocalypto", quarto longa dirigido por Mel Gibson, que estreou em primeiro lugar nas bilheterias americanas há duas semanas e chega ao Brasil no dia 26 de janeiro, é falado em iucateque. Uma língua maia (e não dialeto), ainda viva no dia-a-dia de mais de 700 mil habitantes da península do Yucatán, no México, e em partes de Belize e Guatemala.
O iucateque é uma das cerca de 30 línguas da família de idiomas maias, cuja cultura Gibson retrata em "Apocalypto". O filme acompanha a violenta jornada de um jovem fadado a morrer, quando sacrifícios humanos e construção de templos são vistos como única saída para o iminente colapso do reino maia, há mais de 500 anos. Para o lingüista alemão Jürgen Bohnemeyer, da Universidade Estadual de Nova York, nos EUA, a opção de Gibson de usar o iucateque não é de todo forçada. Em entrevista à Spoiler, ele diz que, centenas de anos antes da chegada dos espanhóis à civilização maia, no início do século 16, havia ali uma forma anterior do moderno iucateque. "Esta forma estaria para o iucateque de hoje como o português arcaico está para o moderno", explica Bohnemeyer, que estuda o idioma desde 1989. "Para os nativos, o iucateque é conhecido como maia. O nome é dado por lingüistas para diferenciá-la de outras línguas maias, como itzá, lacandón, mopán, sendo que os quatro idiomas são tão parecidos quanto português e espanhol." Em tom de brincadeira, a crítica do "New York Times" disse que a verdadeira língua do filme é a de Hollywood, a "nativa" de Gibson. O diretor, que usou hebreu, latim e aramaico em "A Paixão de Cristo", disse que novamente abriu mão do inglês por achar que um idioma estrangeiro "suspenderia a platéia da realidade", colocando-a "em meio ao mundo do filme". Escolhido o iucateque, o roteiro assinado por Gibson e Fahrad Safinia foi traduzido e, em seguida, falantes nativos da língua ensinaram ao elenco -composto na maior parte de estreantes- durante cinco semanas. Os instrutores permaneceram no set, para traduzir e ensinar a pronúncia em eventuais mudanças no roteiro. Não deve ter sido fácil, segundo Bohnemeyer, pois o iucateque é tonal, ou seja, a entonação da palavra varia seu significado. E o idioma tem como característica o que os lingüistas chamam de "consoante ejetiva", um som produzido na glote. O resultado é descrito pelo ator Jonathan Brewer, que vive o personagem Bronco, em depoimento que acompanha o material de promoção do filme: "É uma língua muito difícil de se aprender porque você tem de fazer todos esses barulhos e estalos com a boca e a língua." Em entrevista ao jornal "Los Angeles Times", Gibson disse que espera que o uso de iucateque no filme dê um impulso a um idioma, segundo ele, tratado com desrespeito na América Latina: "Minha esperança é que o filme torne esta língua "cool" [legal] de novo, e eles [os nativos] falem com orgulho". O lingüista mexicano Ramón Arzápalo Marín, também especializado nos idiomas maias, concorda com Gibson: "Desde o primeiro contato com os espanhóis os maias vêm sendo explorados e humilhados. Agora, para sobreviver, eles têm que ceder seus direitos lingüísticos não somente em favor do espanhol mas também do inglês, para poder trabalhar en Cancún ou emigrar para os EUA. Isso se cruzarem a fronteira". Por Eduardo Simões - Folha de São Paulo 19.12.06
O menino e o dragão "O dragão? Era uma bolinha de tênis na ponta de um pedaço de pau de 3,5 metros", diz Edward Speleers, o jovem protagonista, falando sobre o nascimento de "Eragon", de Stefen Fangmeier, o novo filme de fantasia que estréiou nos Estados Unidos nesta sexta (15) com a missão de repetir o sucesso de "O Senhor dos Anéis" e de "As Crônicas de Nárnia".
Speleers, porém, descarta qualquer comparação com outros longas. "Posso entender por que dizem que 'Eragon' se parece com "O Senhor dos Anéis", mas são duas viagens completamente diferentes, com uma ética e uma moral diferentes. Mas o que não entendo é quem diz que o filme é uma cópia de "Harry Potter". Quem diz isso não sabe do que está falando", rebate o ator. "Eragon" é a história de uma viagem que o protagonista de mesmo nome deve enfrentar ao encontrar um ovo misterioso. Quando a casca se rompe e de dentro sai um dragão, animal tido por extinto, Eragon acaba sendo incumbido da responsabilidade de cuidar do animal. A primeira parte da história termina com a batalha de Farthen Dur, em que Eragon luta contra as forças do tirano Galbatorix. O filme é apenas o primeiro de uma trilogia, escrita pelo jovem autor norte-americano Christopher Paolini. Em livro, a saga já chegou ao segundo volume, "Eldest". Speleers, que foi escolhido para o filme entre 180 mil candidatos em seu primeiro teste profissional, já garantiu sua participação nos próximos dois filmes. "Estou pronto para continuar, gosto muito desse personagem. Ele se parece muito comigo, é como eu era há dois anos. Aliás, ainda sou um pouco como ele: ainda não sou um homem adulto, mas não sou mais um menino, como o Eragon, que sabe que deve fazer uma viagem, mas não sabe que caminhos deve tomar. De qualquer forma, tento sempre manter os pés no chão. Sei que podem me tirar do elenco ou que o filme pode não fazer sucesso. Vamos ver o que acontece depois do lançamento", considera o ator. Ao lado do jovem principiante, que vai fazer 19 anos em 21 de dezembro, estão os veteranos Jeremy Irons, no papel do mestre Brom, e John Malkovich, que interpreta o malvado Galbatorix. O elfo Arya, que acompanha o herói em sua viagem, é interpretado pela atriz britânica Sienna Guillory, que, antes de filmar "Eragon", fez pequenos papéis no cinema e outros de maior destaque em seriados de televisão, além de levar uma carreira de modelo. "Foi um papel difícil, já que durante a maior parte do filme, Arya permanece envenenada. Tinha que entender como é o sofrimento de um elfo e me inspirei em como os animais reagem à dor. Fiquei apaixonada pelo papel quando li o roteiro, mesmo sem ler o livro. Mas não pensei que me escolheriam para o filme. Arya é ao mesmo tempo um elfo, uma princesa e uma mulher. O sonho de qualquer menina é interpretar um personagem assim", afirma Sienna. As cenas em que os atores aparecem sobre o dragão foram feitas num estúdio de Londres em que havia uma espécie de touro mecânico gigantesco. Fangmeier, que dirige seu primeiro filme, tem currículo na área de efeitos especiais. Ele trabalhou no filme "Desventuras em Série", protagonizado por Jim Carrey e lançado em 2004, e "Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo", dirigido por Peter Weir e protagonizado por Russell Crowe. "O Senhor dos Anéis" encontra "Harry Potter" em "Eragon", que estréia no NatalGaroto carrega nas mãos o destino de pessoas inocentes que lutam para vencer o mal que domina um mundo de fantasia. Jovem talentoso dá os primeiros passos para entender o dom com o qual nasceu e aprender a magia que usará para combater um bruxo tirano. O primeiro parágrafo deste texto serve para contar o que se passa na trilogia "O Senhor dos Anéis". Já o segundo certamente faz alusão à saga de sete livros do bruxinho Harry Potter. Mas, juntos, eles descrevem o que vem em "Eragon", primeira parte da "Trilogia da Herança" criada pelo escritor Christopher Paolini, quando tinha 15 anos. Hoje, aos 22, ele escreve o livro final. O segundo, "Eldest", acaba de sair aqui. Eragon (o estreante Ed Speleers), 17, é um camponês (Frodo?) que encontra uma pedra (o anel?), a única esperança de salvar seu povo subjugado pelo tirano Galbatorix (John Malkovich ou Voldemort?). Mas acaba que a tal pedra é um ovo de dragão, que só choca quando encontra o cavaleiro que será seu eterno mestre. Nasce Saphira, um dragão azul cuja vida depende de Eragon: se ele morrer, ela morre. Os dois ainda compartilham certos poderes mágicos. As descrições longas do livro são reproduzidas na tela de modo bem fiel, mas o filme erra pelo excesso de cenas de Eragon e de seu aliado Brom (Jeremy Irons) cavalgando por cenários de natureza exuberante. Não chega a cansar, principalmente porque o roteiro consegue manter o clima de suspense. E as cenas de batalhas, que parecem as filmadas em "O Senhor...", são realmente de tirar o fôlego -assim como as excelentes tomadas de Eragon voando no dorso de Saphira. "Eragon" estréia no Natal e deverá aliviar a ânsia de quem busca novas aventuras. E essa parece que vai ser das boas. Por Leandro Fortino (FolhaTeen) & Agência Ansa 17.12.06
Oscar, com carnificina e mutilaçõesA luta pelo Oscar freqüentemente é sangrenta, cheia de tramas, cambalhotas e facadas estratégicas pelas costas, metaforicamente falando. Mas neste ano as mutilações estão aparecendo nos próprios filmes. Talvez os membros da academia passem a desejar usar luvas cirúrgicas de tão sangrentos que foram os filmes deste ano. Pode-se dizer que a única violência de "Dreamgirls", um dos favoritos da temporada, está em uma recusa tórrida de Jennifer Hudson, e em "The Queen", outro forte candidato, na morte de Diana, princesa de Gales. Entretanto, muitos outros entre os mencionados incluem temas abertamente violentos que são executados com candura visual de fazer cair o queixo. Os candidatos aos prêmios começaram com estréia assassina desta temporada com "Os Infiltrados", filme no qual um número de personagens interpretados por atores de grandes nomes foram destroçados enquanto fluidos corporais se espalhavam por toda parte. A contagem de órgãos e corpos continua crescendo com o final da temporada. O filme de guerra de Clint Eastwood, "A Conquista da Honra", tem cenas horríveis de guerra na praia e mais soldados explodidos em pedaços que se vê desde "O Resgate do Soldado Ryan", inclusive uma cabeça sem corpo. Seu filme irmão, "Cartas de Iwo Jima" apresenta uma seqüência longa sobre as conseqüências de suicídios seqüenciais por granada - Eastwood usou a mesma batalha para gravar um filme em japonês. Não são só a guerra e o crime testam as sensibilidades. Um filme de mensagem como "Diamante de Sangue" não apenas se refere a crianças amputadas, mas mostra o processo. E "O Último Rei da Escócia" apresenta a carne humana vista como um corte de boi. Depois, a série de cenas sangrentas se torna um rio em "Apocalypto", que tem vários corações empalados parecendo um churrasco humano. Não que tudo isso não tenha significado. "A violência pode ser um corolário da gravidade e da seriedade" da situação, disse Robert Rosen, diretor da Escola de Teatro, Filme e Televisão da Ucla. "Há cada vez mais uma coreografia de violência, uma forma de torná-la estética, que a torna mais aceitável e digna de reconhecimento. De certa forma, a violência gráfica em filmes se tornou uma expressão da violência que sempre existe no mundo real." Em parte a disputa pelo Oscar deste ano simplesmente reflete uma tendência longa, mas constante na direção de violência mais aberta nos filmes que ainda conseguem classificação livre. A Associação de Cinema dos EUA, que dá as classificações, não retornou pedidos de comentários. A melhoria na tecnologia e efeitos especiais trouxe verossimilhança a cenas horríveis, enquanto o gênero de horror, com "Jogos Mortais" e "Hostel", elevou o limite (ou diminuiu, dependendo da perspectiva) sobre o que pode ser mostrado. Da mesma forma, a cultura de jogos que tem um público comum com a indústria de cinema, usa a mutilação como assunto durável. Ao mesmo tempo, um novo nível de derramamento de sangue agora pode ser acessado em casa via cabo, com "Deadwood", "Dexter" e "The Sopranos". Além da permissão cultural, as forças de comércio também estão em funcionamento: a violência espantosa em um filme é uma rota segura para a propaganda de boca a boca entre o público. Talvez as decapitações mais reais estejam na Web para todos verem. Além disso, o noticiário está cheio de relatos de tortura, guerras com americanos mortos e conflitos civis sangrentos em outros lugares. Talvez o limite tenha mudado no dia em que todos viram as torres cheias de civis desmoronarem na televisão no dia 11 de setembro de 2001. Os filmes, que demoram anos na produção, refletem a mudança nos valores muito tempo depois de terem sido abraçados pela cultura. "Esses são tempos sangrentos e sérios", disse David Thomson, historiador e autor de "The Whole Equation", entre outros livros. "Há crueldades por aí no mundo real -corpos pendurados, Daniel Pearl sendo assassinado- e acho que é por isso que a tortura entrou em nosso entretenimento de forma séria. Há uma verdade a ela que o público parece estar apreciando." Os convidados de longos e fraques na noite de premiação deste ano provavelmente serão reconhecidos por personagens mergulhados em sangue. E, dependendo de como se saírem, isso pode significar um padrão muito deferente para o Oscar do que a última temporada. A disputa de melhor filme anterior estava cheia de filmes pequenos que podem ter lidado em questões potencialmente mortais: terrorismo ("Munique"), jornalismo ("Capote" e "Boa Noite, Boa Sorte"), homofobia ("O Segredo de Brokeback Mountain") e racismo ("Crash", que venceu). Mas além dos assassinatos em "Munique", a violência na maior parte subentendida. Neste ano, os membros da academia que votam com as entranhas vão ver muitas delas nas telas. A história recente do Oscar indica que filmes violentos não têm dificuldades em serem nomeados e até vencerem, desde que os diretores lhes dêem um pouco de história junto com o sangue. "Gladiador", filme no qual Russell Crow usa uma espada como um tipo de sushi-man humano, foi melhor filme de 2001; "Coração Valente", outro épico de Mel Gibson, venceu em 1996. Verdade, "Shakespeare Apaixonado" venceu "O Restage do Soltado Ryan" em 1999, mas quando chegou a escolha entre um assassino em série e "A Bela e a Fera", em 1992, "O Silêncio dos Inocentes" venceu. Então os 6.000 membros da Academia - que freqüentemente parecem não ter bom humor, e comédias raramente saem-se bem em tempos de Oscar- enfrentarão o macabro, apesar da sabedoria convencional dizer que a preocupação com padrões da indústria e a postura de muitos votantes colocam os filmes violentos em desvantagem. Mas o fato permanece que a academia, dominada por membros dos sindicatos, não foge de um filme quando as coisas ficam feias. "Não acho que a violência seja realmente uma questão", disse Cynthia Swartz, experiente em campanhas de Oscar e sócia da 42West, firma de relações públicas que representa muitos concorrentes. "A academia tem um histórico de saudar filmes com violência, desde 'Coração Valente' até 'Pulp Fiction', e isso talvez seja porque tem proporcionadamente mais homens do que mulheres." Terry George, que dirigiu "Hotel Ruanda", filme que recebeu três nomeações em 2005, lutou muito e com sucesso para ter classificação 13 anos, apesar de o filme lidar com eventos horríveis, porque ele queria o maior público possível. Com isso em mente, o diretor usou efeitos sonoros em vez de visuais para mostrar corpos sendo atropelados. "O genocídio é uma história que precisa ser contada, mas precisa ser contada de uma forma que os adolescentes possam ver", disse ele. "No final, acho que a academia reage à própria história e se a violência serve à história." John Davis, que produziu "Predator", "Coragem Sob Fogo" e "A Firma", concordou, dizendo que a academia e o público poderiam tolerar coisas horríveis em um filme, se fossem apropriadas no contexto. "É importante que a violência não me empurre para longe de um filme", disse ele. "Se houver uma forma eficaz de contar a história, então acho que faz muito sentido de fato mostrar o que aconteceu." Por David Carr - New York Times 14.12.06
A multifacetada causa do dia de HollywoodDesde então, de Marilyn Monroe a J.Lo, a indústria do diamante tem usado o brilho da celebridades para vender seus produtos, uma campanha de marketing astuta que ajudou a criar um negócio de luxo no valor de mais de US$ 60 bilhões por ano. Diamantes são amor. Diamantes são os melhores amigos de uma garota. Diamantes são eternos. Diamantes, é claro, são muito mais que isto. São um grande negócio. Eles não são raros. E têm sido usados para financiar algumas das guerras mais brutais das últimas duas décadas. São estes diamantes em particular -conhecidos como diamantes de conflito- que se tornaram a preocupação da moda entre as figuras do entretenimento, com astros de Leonardo DiCaprio e Kanye West a Raekwon, do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan, falando sobre a necessidade de vigilância do consumidor. Da mesma forma que o poder da indústria do entretenimento foi explorado para criar um desejo, agora ele se volta para o alto custo de tal desejo. Na próxima semana, o filme "Diamante de Sangue" (Blood Diamond) da Warner Brothers estreará nos cinemas americanos. Estrelado por DiCaprio, Jennifer Connelly e Djimon Hounsou, a história tem como fundo o caos e a carnificina da guerra civil em Serra Leoa, um país do oeste africano, de 1991 a 2002. Foi uma guerra travada pelo controle da considerável indústria de diamante do país e paga com a exportação ilegal de seus produtos. Serra Leoa também serve de fundo para "Bling: A Planet Rock", um documentário do canal VH1 que será exibido em fevereiro, no qual astros de hip-hop são vistos visitando Serra Leoa e falando sobre o assunto. Outro documentário, "Blood Diamonds", que será exibido no History Channel em 23 de dezembro, enxerga a história dos diamantes de conflito, novamente destacando o oeste da África. Finalmente, os Sierra Leone's Refugee All-Stars, uma banda formada por músicos que fugiram do conflito, acabou de lançar seu primeiro álbum e está fazendo sua primeira turnê pelos Estados Unidos, incluindo uma aparição no programa de Oprah Winfrey. A indústria do diamante, ciente do poder de criação de imagem de Hollywood, está atenta. Por meio de organizações como o Conselho Mundial de Diamantes e o Centro de Informação de Diamantes, as maiores empresas de comércio de diamantes do mundo deram início a uma campanha multimilionária para compensar qualquer publicidade negativa. A indústria alistou alguns poderosos aliados, recebendo ajuda de uma autoridade com grande moral como Nelson Mandela, cuja África do Sul é uma das maiores produtoras de diamantes do mundo. Ele enviou uma carta a Alan F. Horn, o presidente da Warner Brothers, e ao diretor Edward Zwick, dizendo que seria "profundamente lamentável" se "Diamante de Sangue" levasse a "desestabilização dos países africanos produtores de diamante". Sally Morrison, uma porta-voz do Centro de Informação de Diamantes, disse que no que se refere a este filme, a indústria teme "que a história não esteja situada em um contexto histórico". A campanha teve início em setembro, como um esforço para "educar tanto os consumidores quanto o comércio sobre a importância das questões ligadas ao diamante", segundo o Conselho Mundial de Diamantes. Além de colocar anúncios de página inteira em 10 grandes jornais, a indústria do diamante criou um site na Internet, diamondfacts.org. Entre outras coisas, a indústria destaca que segundo um acordo de 2003 chamado Processo Kimberly, as grandes empresas de comércio de diamantes se comprometeram a assegurar que todos os diamantes que entram no mercado sejam monitorados e verificados. Além disso, disse Morrison, as empresas de comércio de diamantes também contataram várias pessoas em Hollywood, de assessores de imprensa a estilistas, para ajudá-las a entender as questões envolvidas e o trabalho que tem sido feito para eliminar os diamantes de conflito do mercado. E ela notou que elas têm trabalhado com celebridades para mostrar como a mineração de diamantes pode ajudar as economias locais na África. O empresário Russell Simmons, que iniciou sua própria linha de jóias com diamantes incrustados há dois anos, está atualmente em uma viagem organizada pela indústria à África do Sul e Botsuana para ver como a mineração pode ter um impacto positivo. Uma viagem semelhante foi organizada para a atriz Ashley Judd em fevereiro passado. A atenção do mundo do entretenimento aos diamantes de conflito, e em Serra Leoa em particular, é em parte deliberada e em parte coincidente. Mas sem dúvida o projeto que está atraindo mais atenção é o filme de Leonardo DiCaprio. Alex Yearsley, cujo trabalho com a organização sem fins lucrativos de direitos humanos Global Witness foi o primeiro a destacar a questão há mais de uma década, disse que ao longo dos anos 90, quando os piores abusos e atrocidades estavam ocorrendo, era difícil chamar a atenção das pessoas. "A indústria do diamante tem um enorme papel na geopolítica da região", disse Yearsley. Mesmo a guerra em Serra Leoa, notória por sua brutalidade e desmembramento sistemático das pessoas por soldados rebeldes, só obteve atenção mundial quando a capital, Freetown, caiu em 1999. Quando a guerra atingiu seu clímax, Zwick, o diretor de "Diamante de Sangue", disse que um roteiro circulava em Hollywood envolvendo uma caçada a um diamante, mas era "na linha de um filme de Indiana Jones". Quando Zwick e seus colegas iniciavam a pesquisa do assunto mais profundamente, ele disse, eles ficaram horrorizados com o que descobriram. "É como uma pedra atirada no lago", ele disse. "As ondas começam a se espalhar à medida que avançam." Ele disse que decidiu "contar muitas das verdades" sobre a guerra por meio de um filme de ficção, e trouxe Yearsley e outros especialistas no comércio de diamantes e na guerra como consultores. Mas Zwick disse que foi apenas quando DiCaprio concordou em estrelar que eles receberam sinal verde para um filme de grande orçamento. Vários projetos tiveram início após o final da guerra em Serra Leoa, incluindo o especial do canal VH1. Seu trailer mostra imagens explícitas do conflito -crianças com membros decepados, um morto no chão com o coração arrancado- sobrepostas a cantores e rappers ocidentais exibindo ostentosamente diamantes. (No ano passado, Kanye West lançou o single "Diamonds Are Forever", mas o regravou como "Diamonds From Sierra Leone" após tomar conhecimento dos danos causados pelo comércio de diamante.) Mas o documentário, que foi feito em parceria com o Projeto das Nações Unidas para o Desenvolvimento, não se restringe ao passado. Em vez disso, segundo sua diretora, Raquel Cepeda, a meta é ajudar países como Serra Leoa a obter mais lucros a partir de seus recursos naturais. "Eu fui bem-sucedida em conseguir fazer com que um rapper falasse sobre diamantes livres de conflito", disse Cepeda em uma entrevista. "Nós queremos transformar consciência social em algo bacana quando estiverem comprando seus diamantes." Para isto, ela organizou uma excursão a Serra Leoa com o astro Tego Calderon de reggeaton; Raekwon, do Wu-Tang Clan; e o rapper Paul Wall, um designer de diamantes para dentes, moda entre alguns astros de rap. (O rapper Nas também se envolveu na questão, contribuindo para a trilha sonora de "Diamante de Sangue".) Enquanto o documentário da VH1 se concentra no futuro, o do History Channel, "Blood Diamonds", examina o papel histórico dos diamantes no financiamento de guerras no oeste da África e em Angola. Como todos os envolvidos nos vários projetos, Bill Brummel, o produtor executivo do filme, disse que sua meta não é fazer as pessoas boicotarem diamantes, mas torná-las cientes do "alto custo humano" dos diamantes de conflito. Tal custo tem sido particularmente alto em Serra Leoa, onde muitas pessoas deslocadas ainda temem voltar para suas casas, o que os Refugee All-Stars estão tentando encorajá-las a fazer. A música contagiantemente esperançosa do grupo e as poderosas letras pessoais chamaram a atenção de Joe Perry do Aerosmith, depois que ele assistiu a um documentário em 2002 sobre a banda. Seu interesse ajudou a trazer os músicos para os Estados Unidos, onde abriram para o Aerosmith. "Eu acredito que a compra ilegal de diamantes causa problemas, o motivo de Serra Leoa ter sido destruída", disse Reuben Koroma, o vocalista principal dos All-Stars e organizador, em uma entrevista. "Mas se os diamantes forem comprados legalmente, e os lucros forem usados para o benefício do país, eu acho que Serra Leoa ficará bem." Parte do problema, em Serra Leoa em particular, é que muito pouco do lucro reverte para a população. O governo recebe oficialmente uma comissão de 3% sobre as pedras brutas, mas como os diamantes vendidos por US$ 5 mil nos Estados Unidos geralmente vêm de uma pedra bruta no valor de cerca de US$ 500, tal comissão equivale a cerca de US$ 15. Com toda a atenção em Serra Leoa e nos piores aspectos do comércio de diamantes, representantes da indústria abordaram recentemente o presidente de Serra Leoa, Ahmad Tejan Kabbah, e lhe pediram para que falasse sobre os benefícios do comércio de diamantes. Ele se queixou de quão pouco seu país se beneficia das pedras e se recusou a cooperar, segundo o Serviço Serraleonês de Radiodifusão. Rosalind Kainyah, a diretora de assuntos públicos nos Estados Unidos do Grupo De Beers, o líder mundial no comércio de diamantes, disse que o setor está concentrado no futuro e dando poder aos africanos, apesar de que, "olhando para trás", ela reconheceu que "poderia ter ocorrido um esforço anterior para uma solução" do problema dos diamantes de conflito. O intenso esforço de lobby ilustra quão desajeitado é o momento para uma indústria que cultivou tão cuidadosamente sua imagem em Hollywood. Como Edward Jay Epstein notou em seu livro de 1982, "The Rise and Fall of Diamonds", a agência de publicidade da De Beers, N.W.Ayer, se gabava em um relatório de 1940 ao seu cliente de que em "uma longa série de conferências com diretores da Paramount, somadas aos seus próprios esforços", ela teve "sucesso em mudar o título de um filme de 'Diamonds Are Dangerous' (diamantes são perigosos) para 'Adventures in Diamonds' (aventuras em diamantes)". O relatório também destacou que a agência conseguiu o acréscimo de uma cena no filme "Com Qual dos Dois?" (Skylark), mostrando Claudette Colbert escolhendo um bracelete de diamante, e que em outro filme, "Que Sabe Você do Amor?" (That Uncertain Feeling), Merle Oberon usava uma jóia de diamantes no valor de US$ 40 mil. Em 1948, um redator da Ayer criou o slogan "Um diamante é para sempre". E quando Marilyn Monroe interpretou "Diamonds Are a Girl's Best Friend" em "Os Homens Preferem as Loiras" cinco anos depois, a imagem popular do diamante como item de luxo supremo estava estabelecida. Agora, tantos anos depois, o mundo do entretenimento está virando a mesa, tentando acentuar os custos escondidos por trás da imagem cintilante ao mesmo tempo em que faz o público reconhecer que, como colocou Zwick, "toda vez que você usa seu cartão de crédito, você está endossando a forma como uma corporação obtêm um recurso em algum lugar". Por Marc Santora - NY Times 13.12.06
"Filhos da Esperança" traz futuro sombrio para as telas Em seu novo thriller, "Filhos da Esperança", o diretor Alfonso Cuarón parte da fórmula cinematográfica clássica de um sujeito cínico e durão que precisa conduzir um (ou uma) inocente a um local seguro - e a desmonta por completo.
Baseado num romance da autora britânica de romances policiais P.D. James, o filme funciona tanto como thriller quanto como drama político e social, de modo que tem tudo para dar certo nas bilheterias de todos os países. Ambientado em 2027, "Filhos da Esperança" pinta um retrato sombrio de um futuro em que a infertilidade humana global significa que nenhum bebê nasceu em lugar algum nos últimos 18 anos. As doenças estão em alta, e os governos militares agem descontroladamente em todos os países, até mesmo no Reino Unido. O ex-ativista Theo (Clive Owen, em ótima forma), hoje funcionário público entediado, se vê no meio da resistência quando sua ex-namorada, a líder rebelde Julian (Julianne Moore), o convence a obter documentos de viagem para a jovem Kee (Clare-Hope Ashitey), que precisa fugir do país. Demonstrando imaginação vívida, Cuarón mergulha a garota e o herói relutante numa perseguição apavorante que os conduz da pobreza e da sujeira de uma Londres aterrorizada a um campo de refugiados em clima de pesadelo, onde tanto rebeldes quanto soldados tentam matá-los. De acordo com Cuarón e seu exemplar diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, além dos designers de produção Geoffrey Kirkland e Jim Clay, a Londres de 2027 será totalmente diferente da cidade vista em filmes recentes de Richard Curtis e Woody Allen. Com lugares reais "maquiados" para parecer os mais feios possíveis, a capital britânica nunca pareceu tão desalentadora. Quando um café em Fleet Street é destruído por uma explosão assim que ele sai pela porta, Theo se dá conta da real gravidade da situação. Um fã que só queria um autógrafo acaba de assassinar a pessoa mais jovem do mundo, um rapaz de 18 anos, e o morto é pranteado publicamente, como aconteceu com a princesa Diana. Theo leva a jovem Kee para a casa de campo de seu único amigo real, um chargista aposentado de jornal chamado Jasper (Michael Caine, divertindo-se a valer no papel), que cuida de sua mulher doente e fuma muita maconha. Mas os problemas não demoram a segui-los até ali, e desse momento em diante tudo acontece tão rapidamente que o espectador mal tem tempo para respirar. Cuarón e seus co-roteiristas fazem todas as pequenas coisas que são importantes para ajudar a tornar os personagens convincentes. Eles tomam o tempo necessário para o espectador registrar o impacto mais profundo dos problemas que afetam o mundo no filme. O mundo sem o riso de uma criança, conforme eles o mostram, é um lugar verdadeiramente pavoroso. Clive Owen carrega o filme nas costas, atuando mais na tradição de um James Stewart ou de um Henry Fonda do que de um Clint Eastwood ou de um Harrison Ford. Durante parte do tempo ele tem que usar chinelo de dedo e o faz sem perder a dignidade. Em nenhum momento ele recorre às armas ou mata alguém. Resumindo: juntos, Cuarón e Owen podem ter criado o primeiro herói cinematográfico convincente do século 21. Do Hollywood Reporter 10.12.06
Mondo OSCAR 2006 - Vol.6: A Temporada de Prêmios
A corrida ao Oscar começou mais cedo...Neste ano, parece enfraquecida a tradição da estréia próxima ao Natal dos principais concorrentes. Vários dos maiores favoritos já foram lançados no mercado dos EUA. Talvez a vitória de "Crash - No Limite" no último Oscar tenha a ver com essa antecipação. O polifônico drama sobre Los Angeles de Paul Haggis foi lançado no meio do primeiro semestre de 2005 e já estava disponível em DVD quando arrebatou o Oscar de melhor filme. Nessa 6ª edição do "Mondo Oscar", eu sigo com minhas previsões, limitando as categorias em 10 candidatos e citando entre parênteses as chances de cada filme ser indicado em percentual: Perspectivas para o OSCAR 2007Melhor Filme
"DreamGirls" DreamWorks (100%)
"Os Infiltrados" Warner Bros. (100%)
"Babel" Paramount Vantage (94%)
"A Rainha" Miramax (85%)
"Pequena Miss Sunshine" Fox Searchlight (65%) Outras Possibilidades: "Letters From Iwo Jima" - Dreamworks / Warner Bros. (58%) "A Conquista da Honra" DreamWorks (56%) "Volver" - Sony Pictures (27%) "Vôo United 93" - Universal (26,5%) "The Good German" - Warner Bros. (18%) "O Diabo Veste Prada" - 20th Fox (18%) "Pecados Íntimos" - New Line (16%) A grande aposta do Oscar 2007 ainda inédita é a versão cinematográfica do musical da Broadway "Dreamgirls". Billy Condon ("Deuses e Monstros") comandou a glamourosa filmagem da saga rumo ao estrelato, em plenos anos 60, de um trio de cantoras negras "The Supremes". Beyoncé Knowles lidera as garotas, enquanto Eddie Murphy tem a melhor chance recente de ressuscitar sua carreira, interpretando o cantor decadente que emprega as aspirantes para vocais de fundo. "Dreamgirls" estréia em 15 de dezembro nos EUA e 16 de fevereiro no Brasil. Ao lado de "Dreamgirls", três filmes já lançados parecem bem posicionados para ocupar quatro dos cinco postos na disputa de melhor filme. São eles "Babel", de Alejandro González Iñarritu (19 de janeiro no Brasil), "A Conquista da Honra", de Clint Eastwood (2 de fevereiro), e "Os Infiltrados", de Martin Scorsese, ainda em cartaz. "Babel" se impõe pelo escopo, pelo páthos e pela mensagem. "A Conquista da Honra" é o "O Regresso do Soldado Ryan" transposto da Normandia para Iwo Jima. Mesmo sendo um "remake", "Os Infiltrados" nos devolve o Scorsese de 20 anos atrás. A briga é boa pela quinta vaga: "A Rainha", de Stephen Frears, um sutil olhar sobre a tempestade que atingiu a coroa britânica durante o luto nacional pela morte da princesa Diana tem fortes chances. Interpretando a rainha Elizabeth, Helen Mirren confere inédita humanidade a um distante mito que nos acompanha por mais de meio século. Duas outras estréias de dezembro correm por fora. Em "O Bom Pastor", Robert De Niro assina seu segundo filme como diretor para contar o nascimento da CIA, com a colaboração de um elenco peso-pesado que inclui Matt Damon, Angelina Jolie, William Hurt e John Turturro. Parece ser o "Syriana" do ano, isto é, o drama político da vez. Já Steven Soderbergh celebra os clássicos "Casablanca" (1940) e "O Terceiro Homem" no ultra-estilizado "The Good German", com George Clooney, Cate Blanchett e Tobey Maguire. "Pequena Miss Sunshine" promete ser o representante indie da disputa e surpreendentemente "Cartas de Iwo Jima" ganha destaque com o Prêmio da National Board of Review e a virtual indicação ao Globo de Ouro de Filme Estrangeiro. Melhor Diretor Martin Scorsese por "Os Infiltrados" (100%) Bill Condon por "DreamGirls" (93%) Stephen Frears por "A Rainha" (80%) Alejandro González Iñárritu por "Babel" (78%) Clint Eastwood por "A Conquista da Honra" (72%) Outras Possibilidades: Pedro Almodovar por "Volver" (44%) Clint Eastwood por "Letters From Iwo Jima" (43%) Paul Greengrass por "Vôo United 93" (36%) Steven Soderbergh por "The Good German" (19%) Robert Altman por "A Última Noite" (16%) Condon, Eastwood, Iñarritu e Scorsese devem conquistar indicações para a disputa de melhor diretor. Por "Volver", favorito para o Oscar de melhor filme de língua não-inglesa, Pedro Almodóvar corre por fora nessa categoria. Cresce também as chances de Robert Altman por uma indicação póstuma pelo cult "A Última Noite" Melhor Ator Forest Whitaker por "O Último Rei da Escócia" (100%) Peter O'Toole por "Venus" (100%) Will Smith por "The Pursuit of Happyness" (76%) Ryan Gosling por "Half Nelson" (64%) Leonardo DiCaprio por "Os Infiltrados" (51%) Outras Possibilidades: Leonardo DiCaprio por "Diamante de Sangue" (46%) George Clooney por "The Good German" (34%) Derek Luke por "Catch a Fire" (25%) Matt Damon por "O Bom Pastor" (24%) Aaron Eckhart por "Obrigado por Fumar" (19%) Aos 74 anos e depois de sete indicações sem prêmio, Peter O'Toole ("Lawrence da Arábia") parece finalmente destinado a conquistar seu Oscar por "Vênus", em que faz um veterano ator revitalizado pelo encontro com uma adolescente. Seu principal concorrente é Forest Whitaker em "O Último Rei da Escócia", de Kevin Macdonald (2 de fevereiro no Brasil), Whitaker compõe um hipnótico retrato do ditador de Uganda Idi Amin Dada. Will Smith ("À Procura da Felicidade") e Ryan Gosling ("Half Nelson"). Leonardo DiCaprio compete com ele mesmo pela quinta vaga em "Diamante de Sangue" e "Os Infiltrados". E será que Aaron Eckhart emplaca algo com o simpático "Obrigado por Fumar"? A campanha dele parece promissora... Melhor Atriz Helen Mirren por "A Rainha" (100%) Merly Streep por "O Diabo Veste Prada" (93%) Penelope Cruz por "Volver" (84%) Judi Dench por "Notes on a Scandal" (83%) Kate Winslet por "Pecados Íntimos" (68%) Outras Possibilidades: Annete Bening por "Correndo com Tesouras" (47%) Cate Blanchett por "The Good German" (26%) Beyoncé Knowles por "Dreamgirls" (23%) Naomi Watts por "The Painted Veil" (16%) Renee Zellweger por "Miss Potter" (14%) Helen Mirren talvez seja a grande favorita, em qualquer categoria, a sair com um Oscar na festa marcada para 25 de fevereiro. Suas concorrentes devem ser Meryl Streep ("O Diabo Veste Prada"), Penélope Cruz ("Volver"), Judi Dench ("Notes On a Scandal") e Kate Winslet ("Pecados Íntimos"). Annete Bening precisa emplacar alguns prêmios para se manter na disputa... Melhor Ator Coadjuvante Eddie Murphy por "Dreamgirls" (96%) Brad Pitt por "Babel" (88%) Jack Nicholson por "Os Infiltrados" (88%) Alan Arkin por "Pequena Miss Sunshine" (59%) Ben Affleck por "Hollywoodland" (52%) Outras Possibilidades: Michael Sheen por "A Rainha" (50%) Adam Beach por "A Conquista da Honra" (28%) Djimon Hounsou por "Diamante de Sangue" (27%) Steve Carrell por "Pequena Miss Sunshine" (17%) Tobey Maguire por "The Good German" (16%) O National Board of Reviews turbinou a campanha de Djimou Hounsou numa categoria que estava praticamente decidida. Azar de Ben Afleck que apesar de excelente em "HollywwodLand" perde a força. Michael Sheen (como Tony Blair) pode se aproveitar da simpatia de "A Rainha" para abocanhar uma vaga também... Melhor Atriz Coadjuvante Jennifer Hudson por "Dreamgirls" (100%) Cate Blanchet por "Notes on a Scandal" (86%) Abigail Breslin por "Pequena Miss Sunshine" (79%) Rinko Kicuhci por "Babel" (55%) Carmen Maura por "Volver" (47%) Outras Possibilidades: Emma Thompson por "Stranger Than Fiction" (42%) Cate Blanchett por "Babel" (37%) Adriana Barazza por "Babel" (37%) Catherine O'Hara por "For Your Consideration" (31%) Vera Farmiga por "Os Infiltrados" (23%) O elenco feminino de "Babel" tem fortes chances de indicação mas corre o perigo de emplacar nada se os votos da Academia se dividirem...Sorte de Catherine O'Hara e Carmen Maura... Melhor Roteiro Original "A Rainha" (100%) "Babel" (100%) "Pequena Miss Sunshine" (87%) "Volver" (86%) "Stranger Than Fiction" (59%) Outras Possibilidades: "O Bom Pastor" (21%) "Vôo United 93" (21%) "Bobby" (19%) "As Torres Gêmeas" (17%) "The Pursuit of Happyness" (16%) Categoria praticamente definida. Destaque para "Vôo United 93" que emplaca uma boa campanha... Melhor Roteiro Adaptado "Os Infiltrados" (98%) "DreamGirls" (86%) "Pecados Íntimos" (70%) "Notes on a Scandal" (61%) "A Conquista da Honra" (50%) Outras Possibilidades: "O Último Rei da Escócia" (43%) "Filhos da Esperança" (33%) "Obrigado por Fumar" (30%) "Letters From Iwo Jima" (29%) "The Good German" (26%) "The Painted Veil" (20%) Disputa boa entre os adaptados: Onze filmes disputam cinco vagas em igualdade... Melhor Direção de Arte
"DreamGirls" (82%) "Marie-Antoniette" (73%) "The Good German" (48%) "A Conquista da Honra" (37%) "Filhos da Esperança" (30%) Outras Possibilidades: "Apocalypto" (28%) "As Torres Gêmeas" (24%) "O Grande Truque" (20%) "O Labirinto do Fauno" (20%) "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" (15%) Melhor Fotografia "DreamGirls" (78%) "A Conquista da Honra" (63%) "Filhos da Esperança" (54%) "Os Infiltrados" (52%) "Babel" (49%) Outras Possibilidades: "Apocalypto" (33%) "Letters From Iwo Jima" (29%) "Dália Negra" (18%) "The Good German" (18%) "O Bom Pastor" (17%) Melhor Figurino "Marie-Antoniette" (84%) "DreamGirls" (82%) "The Good German" (44%) "Curse of the Golden Flower" (40%) "Bobby" (36%) Outras Possibilidades: "Miss Potter" (34%) "O Grande Truque" (27%) "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" (22%) "O Diabo Veste Prada" (17%) "Dália Negra" (14%) Melhor Edição "Os Infiltrados" (79%) "DreamGirls" (69%) "Babel" (66%) "A Conquista da Honra" (55%) "Vôo United 93" (55%) Outras Possibilidades: "A Rainha" (30%) "Letters From Iwo Jima" (26%) "Bobby" (17%) "As Torres Gêmeas" (17%) "Apocalypto" (8%) Melhor Maquiagem "Apocalypto" (71%) "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" (67%) "DreamGirls" (49%) Outras Possibilidades: "A Rainha" (48%) "O Labirinto do Fauno" (45%) "Marie-Antoniette" (37%) "X-Men: O Confronto Final" (25%) "A Fonte da Vida" (18%) Melhor Trilha Musical "The Good German" (57%) "Notes of a Scandal" (54%) "Apocalypto" (50%) "Babel" (49%) "A Rainha" (45%) Outras Possibilidades: "As Torres Gêmeas" (27%) "The Painted Veil" (25%) "A Conquista da Honra" (24%) "Volver" (19%) "Os Infiltrados" (14%) Melhor Mixagem de Som "DreamGirls" (84%) "A Conquista da Honra" (71%) "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" (49%) "Os Infiltrados" (47%) "As Torres Gêmeas" (34%) Outras Possibilidades: "Carros" (29%) "Apocalypto" (26%) "Superman Returns" (20%) "Letters From Iwo Jima" (18%) "Babel" (15%) Melhor Edição de Som "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" (63%) "A Conquista da Honra" (57%) "Carros" (54%) "Superman Returns" (51%) "As Torres Gêmeas" (40%) Outras Possibilidades: "Letters From Iwo Jima" (24%) "Apocalypto" (23%) "DreamGirls" (16%) "Happy Feet, O Pinguim" (15%) "Vôo United 93" (14%) Melhor Efeitos Visuais "Piratas do Caribe: O Báu da Morte" (85%) "Superman Returns" (74%) "X-Men: O Confronto Final" (44%) Outras Possibilidades: "A Conquista da Honra" (41%) "A Menina e o Porquinho" (39%) "A Fonte da Vida" (39%) "Eragon" (25%) "Apocalypto" (13%) Melhor Canção "DreamGirls" - "Love You I Do" (Henry Krieger, Siedah Garrett) (57%) "DreamGirls" - "Listen" (Henry Krieger & Anne Previn) (55%) "Happy Feet - O Pinguim" - "The Song of the Heart" (Prince) (53%) "Bobby" - "Never Gonna Lose My Faith" (Bryan Adams) (52%) "Carros" - "Our Town" (Randy Newman) (47%) Outras Possibilidades: "Uma Verdade Inconveniente" - "I Need to Wake Up" (Melissa Etheridge) (30%) "Pursuit of Happyness" - "A Father's Way" (Seal) (16%) "George, O Curioso" - "Upside Down" (Jack Johnson) (11%) "A Menina e o Porquinho" - "Ordinary Miracle" (Sarah McLachlan) (9%) "DreamGirls" - "Patience" (Eddie Murphy, Anika Noni Rose e Keith Robinson) (8%) Melhor Filme de Animação "Carros" (100%) "Happy Feet - O Pinguim" (92%) "A Casa Monstro" (73%) "Por Água Abaixo" (72%) "Os Sem-Florestas" (63%) Outras Possibilidades: "A Era do Gelo 2" (29%) "O Bicho Vai Pegar" (27%) "Paprika" (17%) "The Ant Bullet" (10%) "A Scanner Darkly" (10%) Melhor Filme Estrangeiro "Volver" da Espanha (97%) "O Labirinto do Fauno" do México (66%) "Water" do Canadá (42%) "The Curse of the Golden Flower" da China (32%) "Dias de Glória" da Argélia (30%) Outras Possibilidades: "The Lives of Others" da Alemanha (30%) "Black Book" da Holanda (24%) "NuovoMundo" da Itálkia (22%) "Ten Canoes" da Austrália (17%) "Em Segredo" da Bósnia-Hezergovina (15%) Melhor Documentário em Longa-Metragem "Uma Verdade Inconveniente" (53%) "Iraq in Fragments" (28%) "The War Tapes" (23%) "Deliver Us From Evil" (19%) "Jesus Camp" (16%) Outras Possibilidades: "Shut Up & Sing" (14%) "The Ground Truth" (10%) "Blindsight" (7%) "Jonestown: The Life & Death Of Peoples Temple" (5%) "My Country My Country" (5%) Melhor Documentário em Curta-Metragem "The Blood of Yingzhou District" (10%) "Recycled Life" (9%) "The Diary of Immaculée" (8%) Outras Possibilidades: "Rehearsing a Dream" (7%) "Two Hands" (6%) "Dear Talula" (5%) "Phoenix Dance" (4%) "A Revolving Door" (3%) Melhor Curta-Metragem "Perspective" (20%) "Christmas Wish List" (20%) "Elalini" (20%) "6 A.M." (15%) "El Viaje (One Day Trip)" (15%) Outras Possibilidades: "El Día que Morí" (10%) "Sniffer" (10%) "Primera Nieve" (10%) "Pop Foul" (10%) "Comment on freine dans une descente?" (10%) Melhor Curta-Metragem de Animação "The Possum" (20%) "The Dancing Thief" (15%) "Turtles" (10%) Outras Possibilidades: "Adventure Time" (10%) "Fumi and the Bad Luck Foot" (10%) "No Time For Nuts" (10%) "Weird Al Yankovic: Don´t Download This Song" (10%) 8.12.06
Novo Bond silencia os pessimistas britânicos Eles diziam que as orelhas de Daniel Craig saltavam para fora. Eles o chamavam de sr. Cabeça de Batata. Eles zombaram quando, ao chegar em uma lancha para um encontro com a imprensa, ele usava um salva-vidas sobre seu terno. Eles espalharam o rumor de que ele não sabia como trocar uma marcha.
Mas agora mesmo os críticos mais maldosos, os mais nostálgicos por Sean Connery no Reino Unido, parecem ter sido convencidos a baixar suas armas diante da atuação de Craig como um James Bond mais duro, determinado, no mais recente filme da série, "Cassino Royale". Diferente de suas previsões, eles disseram, Craig, 38 anos, não é loiro demais, tímido demais, com rosto batatudo demais ou peso-leve demais para o papel. "Eu suspeito que houve um toque de gênio na escolha contra-intuitiva de Craig", escreveu Judith Woods no "The Daily Telegraph". "OK, ele não é absurdamente atraente. De fato, ele parece mais um vilão tchetcheno do que um insinuante bebedor de vodca martini. Mas seu olhar azul hipnótico e ar de vulnerabilidade ferida funcionam comigo toda vez." Inseguro em relação ao seu lugar no mundo, o Reino Unido tem uma postura proprietária em relação aos filmes de James Bond, que retratam nostalgicamente suas forças de segurança como eficazes, mortais e relevantes. Muitos britânicos demonstraram interesse pessoal na busca pelo novo ator para substituir o Bond anterior, Pierce Brosnan. Entre os candidatos mencionados com mais freqüência estavam o atraente Clive Owen, o vigoroso Ewan McGregor e o travesso Colin Farrell. Craig não foi uma escolha popular. Ele é um ator sério que interpretou um empresário traficante em "Nem Tudo É o Que Parece", um empreiteiro de obras passional que dorme com uma mulher mais velha em "Recomeçar", e o poeta Ted Hughes em "Sylvia -Paixão Além das Palavras". Os fãs de Bond disseram que ele carecia da despreocupação indizível e suavidade (sem contar do cabelo preto e do porte físico de mais de 1,80m) de Bond. Fãs amargos trocaram comentários maldosos em um site, craignotbond.com (Craig não é Bond). Houve conversa de boicote. Mas Craig confundiu a todos com um Bond cujo forte sex appeal parece excitar homens e mulheres igualmente. Enquanto Wendy Ides, escrevendo para o "Times" de Londres, chamava a capacidade de atuação de Craig seu "principal ativo", para outros críticos ele tem um ativo ainda maior: seus grandes músculos, peito viril e coxas robustas. "O atraente Daniel Craig submeteu seu corpo a um duro regime de exercícios para interpretar James Bond", escreveu Philip Boucher com admiração no "The Daily Star". "E o resultado é um tronco ondulado que muitos sujeitos matariam para ter." Boucher prosseguiu elogiando os "bíceps salientes, o abdome sensual e as coxas musculosas", antes de compartilhar "dicas de treinadores e especialistas da Marinha Real" para ajudar os leitores a terem um corpo semelhante. As mulheres também se impressionaram com o corpo de Craig, começando pelo seu interesse amoroso no filme, interpretado por Eva Green, que a certa altura do filme elogia seu traseiro bem formado. "Ele é o Bond mais vigoroso que a série já viu", escreveu Zoe Williams no "The Guardian". Craig disse a um entrevistador que sua filosofia pré-filmagem era a de que "se Bond em algum momento tirasse sua camisa, seria preciso que sentíssemos que ele é fisicamente imponente, que fez as coisas que supostamente fez, como ser um comandante da Marinha". Ele prova aptidão física para deveres navais e outros em uma cena erótica (ou homoerótica) na qual emerge da água em um short azul celeste que consegue ser sensualmente curta e justa sem se aventurar no território embaraçoso das sungas. A cena faz lembrar o famoso momento de Ursula Andress de biquíni em "Dr. No", o primeiro filme da série, exceto pelo fato de que desta vez o objet |