TOP10 SPOILER
1. Ratatouille
2. Paris, Te Amo
3. Treze Homens e um Novo Segredo
4. Harry Potter e a Ordem do Fênix
5. O Despertar de uma Paixão
6. Zodíaco
7. Lady Vingança
8. Shrek Terceiro
9. Ventos da Liberdade
10. Homem-Aranha 3

TOP3 JANEIRO
1. Babel
2. Apocalypto
3. Diamante de Sangue

TOP3 FEVEREIRO
1. Pecados Íntimos
2. Cartas de Iwo Jima
3. A Rainha

TOP3 MARÇO
1. Notas Sobre um Escândalo
2. O Cheiro do Ralo
3. 300

TOP3 ABRIL
1. Vermelho como o Céu
2. Ventos da Liberdade
3. Miss Potter

TOP3 MAIO
1. Lady Vingança
2. Homem-Aranha 3
3. Nome de Família

TOP3 JUNHO
1. O Despertar de uma Paixão
2. Zodíaco
3. 13 Homens e Outro Segredo


TOP10 CURTAS
1. O Nosso Livro
2. As Coisas que Moram nas Coisas
3. Alguma Coisa Assim
4. Balada das Duas Mocinhas de Botafogo
5. Yansan
6. Crisálidas
7. Tyger
8. Aquele Cara
9. Lady Christhiny
10. Meu Namorado é Michê

28.11.03

"Albergue Espanhol" é uma deliciosa comédia de costumes francesa


À primeira vista, pode ser encarada apenas como uma engraçada análise das dificuldades de se viver numa república de jovens estudantes de diferentes nacionalidades. Mas pretende também ser uma alegoria sobre o chamado ''Euro Pudding'', a grande Torre de Babel que é a Europa atual, onde todos têm a mesma moeda mas falam línguas diferentes, têm costumes conflitantes e mesmo assim tentam se entender. Ou quase.

Romain Duris faz o estudante francês que vem para Barcelona e entra para a república, que já abriga seis outras pessoas de lugares diferentes da Europa (um italiano, uma inglesa, um dinamarquês, uma belga, um alemão e uma espanhola de Terragona). Enquanto isso, deixa sozinha em Paris sua namorada (que é notável porque é feita por Audrey Tautou, de ''O Fabuloso Destino de Amélie Poulain''). Promete continuar amando-a, mas vai ser difícil. E as complicações e os problemas se sucedem.

Houve momentos que achei que poderiam haver situações mais engraçadas, mais inventivas. E melhor uso da paisagem sempre curiosa de Barcelona. Ou mesmo mais profunda crítica de costumes. Apesar disso, o filme não deixa de ser uma leve e simpática comédia de costumes, que deve funcionar para platéias informadas e cosmopolitas. Fica como sugestão para o fim de semana.



27.11.03

Elenco reforçado na fita de ação da semana: S.W.A.T


Num ano difícil para os filmes de ação, quando pouquíssimos blockbusters milionários conseguiram recuperar seus investimentos, S.W.A.T. (2003) chegou como uma boa surpresa. Diferente da extremamente pretensiosa concorrência, a produção entrou em cartaz nos Estados Unidos com alarde mediano e conseguiu um resultado positivo, apesar de pertencer a um gênero que parece estar começando a perder o interesse do público: o das adaptações de seriados de TV.

Mas é justamente aí que está o maior mérito de S.W.A.T.. Apesar de utilizar os mesmos nomes de alguns personagens do seriado, o filme não parece nem um pouco preocupado em ser uma adaptação e faz as ligações com o original da maneira mais inteligente possível: através de pequenas homenagens aos elementos mais memoráveis da antológica série. Pra começar, na telona, o S.W.A.T. da TV é simplesmente um programa que os policiais assistem e gostam. A boa saída viabiliza a utilização da clássica música-tema do seriado, que virou uma espécie de "mascote" dos membros do Esquadrão de Armas e Táticas Especiais (Special Weapons And Tactics).

Claro que S.W.A.T. não é nenhuma obra-prima. O roteiro tem momentos previsíveis, o desenvolvimento dos personagens é superficial, etc. Mas a ação, graças à direção competente de Clark Johnson (diretor de seriados policiais como The shield e Nova York contra o crime), é bem estruturada, intensa e, principalmente, divertida. Há um bom-humor geral na produção. Não há personagens excessivamente taciturnos ou estereotipados. Até o vilão (Olivier Martinez, de Infidelidade) é bastante simpático, assim como Samuel L. Jackson, que também parece extremamente tranqüilo no papel do sargento Dan "Hondo" Harrelson.

Na história, depois de ser afastado das ruas - conseqüência de um acidente causado pelo seu parceiro -, o oficial Jim Street (o "canastrão do bem" Colin Farrell) é punido e acaba trabalhando no depósito da S.W.A.T., mesmo sendo um dos melhores homens de seu esquadrão. Sua chance de redenção chega seis meses depois, quando o sargento Hondo (personagem criado no seriado de TV) volta à ativa com a missão de recrutar o "dream team" do departamento, para melhorar a imagem da S.W.A.T. junto à opinião pública.

Detestado pelo seu oficial superior, Hondo consegue formar um time de primeira, que inclui Street, Deke (LL Cool J) e Sanchez (Michelle Rodriguez, sorrindo pela primeira vez em sua carreira!), a primeira mulher na divisão. O que o sargento não desconfia é que sua equipe terá que enfrentar um dos maiores desafios que a S.W.A.T. já encarou... eles terão de transportar um criminoso internacional chamado Alex Montel (Martinez) para uma prisão de segurança máxima no meio do deserto. Para aumentar o grau de dificuldade, o malfeitor ofereceu, na frente das câmeras de TV, 100 milhões de dólares para quem conseguir tirá-lo da cadeia. Não demora para que todos os mercenários e bandidos do Estado criem uma verdadeira guerrilha urbana para tentar soltar o mafioso...

Enfim, duas horas de entretenimento que não ofendem o espectador. Algo impossível de dizer dos dois últimos filmes baseados em programas de TV - As panteras: Detonando e Sou espião - duas bombas que nem a S.W.A.T. conseguiria desarmar. Foi bem de bilheteria, mas é apenas um filminho policial de ação, daqueles que se vê e se esquece.



26.11.03

Spoiler conferiu a pré-estréia de "Simplesmente Amor" em São Paulo


Lançado simultaneamente com os Estados Unidos, certamente pela presença de Rodrigo Santoro no elenco, ''Simplesmente Amor'' é o primeiro trabalho como diretor de Richard Curtis, considerado o mestre britânico da comédia romântica (já que escreveu ''Quatro Casamentos e um Funeral'', ''Um Lugar Chamado Notting Hill'' e ''O Diário de Bridget Jones'').

Seu novo filme é muito agradável, bastante divertido, tem bons diálogos, excelentes atores, situações curiosas. Mas tem o problema óbvio de fitas com excesso de personagens (são 8 casais), já que alguns deles são prejudicados. E como ainda por cima se passa na época natalina, há um excesso de clímaxes, de resoluções semelhantes - quase todas convergem para um final em comum, numa festa infantil natalina numa escola para crianças, e os que não estão presentes ali ficam prejudicados. Os problemas, portanto, são inerentes ao próprio gênero e difíceis de contornar.

Rodrigo faz o interesse amoroso de Laura Linney. Ela faz uma americana que trabalha em um escritório em Londres, apaixonada secretamente por um colega, vivido pelo ator brasileiro (não se menciona sua nacionalidade e pelo sotaque não dá para perceber, até porque desta vez ele fala mas não muito). É das histórias com que a gente mais se identifica e mais torce. No entanto, é a que tem a mais fraca resolução, ao menos em termos de público.

O filme torna a usar ''Love is All Around'', a mesma música-tema de ''Quatro Casamentos e um Funeral'' (e também abre com um matrimônio e um enterro). Só que desta vez a canção ganha arranjo natalino, que é interpretado por um cantor veterano, apresentado como o ''lobo mau'' do rock: Billy Mack (Bill Nighy). Ele será uma figura recorrente porque suas performances na TV ajudarão a unir as histórias.

Existe um homem de meia-idade (Alan Rickman) que está sendo paquerado pela secretária, para desgosto da esposa (Emma Thompson, muito envelhecida, aliás todo o elenco parece necessitado de botox). Em outra trama, um novo Primeiro Ministro solteiro (Hugh Grant, muito engraçado) se interessa por uma funcionária (Martine McCutcheon). Naturalmente há referencias a Tony Blair e um presidente americano feito por Billy Bob Thorton.

Tem mais: Colin Firth é um escritor que se envolve com uma empregada portuguesa na sua casa na Provença (e grande parte dos diálogos deles é em português de Portugal, até quando ele tenta aprender a língua, sendo outro charme do filme para nós brasileiros). Keira Knightley (de ''Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra'') acabou de se casar e descobre um segredo sobre o melhor amigo do marido. Liam Neeson ficou viúvo e tem problemas para se comunicar com o pequeno enteado até o momento em que o garotinho - que fala como gente grande - revela que está apaixonado (e o filme, politicamente correto, pergunta se é por um homem ou uma mulher!).

A gente até se esquece de tramas menores (um rapaz inglês que acha que até em Milwaulkee nos EUA terá mais sorte com garotos do que na Inglaterra). Há também duas aparições curtas do amigo do diretor, que também escreveu a série ''Mr. Bean'', Rowan Atkinson. E pontinhas de Denise Richards, Shannon Elizabeth, Claudia Schiffer, tudo em 129 minutos da projeção.

É verdade que o filme não é um total acerto, mas, como disse, pela própria estrutura e pelo fato óbvio de que certas histórias funcionam melhor que outras (e algumas poderiam ser eliminadas). Mas não custa muito gostar do filme e se divertir com ele. Dá até para se assistir de novo. Com prazer.




"O que eu espero senhores, é que depois de um breve período de discussões todos concordem comigo"
Winston Churchill